domingo, 5 de agosto de 2012

In Illo Tempore - Encerramento Diário [ii]

 
 
 
 
 

Ambiente - Dia 3

 
 
 
 
 

A Investida [i]



A Investida nasce da evolução do conceito que definiu a linha orientadora dos últimos 3 anos em termos de macro-espectáculos de batalha. Depois do Assalto ao Arraial, Fossado e Honra e Glória, o grau de exigência começa a assumir patamares nunca imaginados, transformando a missão utópica e hollywoodesca em algo mais palpável e terreno. Assim, em 2012, num molde ajustado, nasce um espectáculo com o mesmo objectivo de recriar um ambiente de batalha, com uma abordagem menos preocupada com alinhamentos teatrais e dando primazia a simulação da realidade da época.


De facto, tudo se poderá resumir a um projecto menos emocional e mesmo amoroso, para se transformar em algo mais corrosivo e militar. Se na fase inicial tal se transforma em abordagens de cena mais calmas e pouco imponentes, na etapa derradeira, o conceito evoluí para um verdadeiro filme ao vivo.
Em resumo, encontramos um espectáculo com preocupação acrescida nos efeitos especiais e nas temáticas militares, dando menos importância às questões de palco, sem que essas tenham sido descoradas.


Poderei falar de pontos positivos e negativos, num resultado final que prima pela diferença de um projecto de macro-espectáculo de batalha, que na Viagem Medieval entra na quarta edição, e que sem mudança de rumo (embora ténue) entraria rapidamente em desgaste. De qualquer forma, acredito que ainda não atingimos a meta. Poderemos dizer que nunca o faremos, mas nunca deixarei de acreditar que é sempre possível mais: próximos passos?


A extraordinária ovação do público na noite de estreia foi sinal da reacção muito positiva ao projecto e da portentosa adesão a um conceito que já é um marco em cada edição da Viagem Medieval.
Até 12 de Agosto, este projecto poderá ser apreciado nas Margens do Rio Cáster, depois das 23h15.

RTP volta a destacar a Viagem Medieval

«Está a decorrer no centro histórico de Santa Maria da Feira mais uma Viagem Medieval. É o maior evento de recriação medieval da Europa. A iniciativa que se repete há muitos anos termina no dia 12 de agosto e este ano, durante 11 dias, recria episódios do reinado de D. Sancho I, segundo rei de Portugal. São centenas os figurantes da Idade Média, que vão vestir-se com 3 mil trajes de época. Do povo aos nobres, passando por torneios de cavaleiros, recriações históricas e espetáculos de animação com muito cor e som, vão ser mais de mil e quinhentas actuações, espalhadas pelos 33 hectares do recinto do evento.»

@ RTP

Viagem Medieval 2012 [Dia 3]



Ao terceiro dia, a monumental enchente da praxe. Assim, o recinto voltou a transformar-se num mar de gente e, como tal, à noite limitei-me a circular e a compreender o ambiente. Já durante a tarde, não resisti a um saltinho à Floresta para conhecer um segredo… não o poderei contar. Um fabuloso conceito infantil, que de ano para ano, sempre com caras diferentes, dá novos e interessantes passos em Santa Maria da Feira.
Logo a seguir a Liça seria o destino, para um Torneio ao final da tarde. Um genuíno reencontro com os Viv’Arte, que a seu tempo comentarei devidamente.

sábado, 4 de agosto de 2012

In Illo Tempore - Encerramento Diário [i]




Conceptualmente um projecto absolutamente brutal. Trata-se da prova viva da capacidade criativa e do know-how residente em Santa Maria da Feira, no domínio das artes de rua.

De qualquer forma ao longo dos anos, este conceito, que tem explorado insistentemente o mesmo local para a sua realização, começa a incorporar estruturas e temas característicos das abordagens contemporâneas ao espaço público, cada vez mais afastados dos tradicionais conceitos medievais. Apoio totalmente que tal aconteça, mas, de facto, o recinto começa a transformar-se numa plataforma de germinação de conceitos congéneres, que talvez exija mais algum rigor nos figurinos, cenários e elementos de cena, de forma a não desvirtuar o conceito base da Viagem Medieval.


Isto não representa que tenhamos estado perante um mau espectáculo, bem pelo contrário. Confesso, ontem cheguei com receio à escadaria da Matriz. Ao fim de cerca de uma década de exploração deste conceito alternativo nesta escadaria, a cada ano receio a síndrome de repetição. Mas tal não aconteceu… nos ensaios havia-me apercebido de uma exploração de mesmo tipo de movimentos dos anos anteriores, mas o todo compõe o projecto e encontramos uma globalidade ímpar e absolutamente recomendável.
Falamos de um projecto visualmente fabuloso, musicalmente fantástico, artisticamente sublime e de uma grande energia e capacidade de atracção de público. No fim, alguma surpresa e muitos aplausos a uma peça que se desenrola na ligação entre os quatro elementos essenciais e termina no quinto da lista: a origem humana… a vida!


Para terminar, a minha dúvida de sempre: porque não se encaixa um projecto desta natureza, sem limitação criativa no desenvolvimento de cenários e figurinos, no Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua? Estamos perante um projecto notório de integridade e capacidade de renovação, mesmo mantendo um alinhamento base de temáticas místicas e o mesmo local de apresentação. Tantas edições, tantas adaptações serão a prova da capacidade de entrar numa nova dinâmica… não estará na altura do desafio?


Animação no Povoado

 
 
 

Tanto aprender como deixar - ‘Aut disce aut discede’



Na noite de ontem, o Castelo da Feira foi palco da primeira recriação âncora da XVI edição da Viagem Medieval em Terra de Santa. Este ano, o percurso de vida de D. Sancho será contado ao longo de várias etapas… a primeira dá pelo nome de Tanto aprender como deixar - ‘Aut disce aut discede’ e retrata a história da conquista de Silves e da Peste em Terras de Santa Maria.


Nesta edição, os narradores desastrados estão de volta, num conceito onda a história se aprende de forma relaxada e descomplexada, sem nunca esquecer o rigor do argumento e dos figurinos. Na primeira noite, pequenos deslizes com soluções espontâneas, que fazem dos grupos associativos de teatro amador do concelho de Santa Maria da Feira estruturas a considerar para qualquer realização.
Hoje, pelas 22h, o espectáculo volta a cena, pela última vez, no mesmo local.

 
 
 
 
 
 

Ambiente - Dia 2

 
 
 

Viagem Medieval 2012 [Dia 2]



Ao segundo dia, o recinto da Viagem Medieval funcionou pela primeira vez em pleno, nesta 16º edição. Nesta segunda oportunidade decidi explorar o recinto em pormenor… e encontrei muitos motivos dignos de registo.
Devo, desde logo, realçar o conceito das Praças, que tem por base a existência de uma programação de animação definida e anunciada ao público. Se na Câmara o conceito pouco muda, na Palha e no Convento tudo é diferente, com dois interessantes palcos, aptos a receber os melhores projectos de animação medieval.
No parque da cidade a exploração do espaço parece-me melhor, dando maior aproveitamento e ocupação da área disponível. No entanto, na Praça da Palha, acredito que o fim da animação seja demasiado precoce.
Ali ao lado, encontramos o Povoado, uma evolução da Aldeia da última edição, que consegue atingir níveis de qualidade absolutamente fabulosos. Pela primeira vez, um dos projectos de longo prazo da Viagem Medieval atingiu exactamente aquilo que eu imaginava.
No meio dos elogios, uma nota extremamente negativa. O Restaurante instalado junto ao Castelo instala-se numa estrutura “camião” coberta por panos. Mas que raio vem a ser isto? Medieval? Hum, neste ponto parece-me que há muito a trabalhar.
Hoje tentei assistir a 4 espectáculos e acabei por ver apenas 3. Ao longo das próximas horas deixaram pormenores sobre esses, mas o problema Mezcla demonstra-se efectivamente. Também, de outra forma não seria de esperar que acontecesse com um projecto estaleiro, instalado em espaço reduzido. Não vou comentar o espectáculo, mas apenas a envolvente… e que falta de integridade fica patente, nada que em fase de montagem já não fosse previsível.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Abertura 2012 [fotos]

 
 
 
 
 
 
 
 

RTP na Viagem Medieval 2012

SIC na Viagem Medieval 2012

Viagem Medieval 2012 - Abertura


Debaixo do pano negro estava a surpresa… de lá saiu a festa: estávamos em 2012, na hora da passagem de ano. Muita luz, animação e alegria com um DJ que nos fez soar um conjunto de músicas contemporâneas, com o mote dos Coldplay. Chegaram os bailarinos e intensificou-se a festa… entretanto fizemos a contagem e eis que vivenciamos o efeito halo no tempo!
E de repente estávamos em 1185, nem demos por isso, já que o fogo de artifício nos desviou as atenções da máquina do tempo.
E depois, a tradição: o falcão, o pergaminho, a leitura, a bandeira e a queimada… estava aberta a Viagem Medieval e seguiu-se um percurso pelos projectos desta edição.
De repente um grupo de cavaleiros invadiu o recinto e o público foi arrastado até à Atalaia… onde suou o grito: Arraial, arraial… Viva el Rey de Portugal!
E regressou a tranquilidade de 1185… amanhã a máquina do tempo estará em funcionamento pleno.

Viagem Medieval - Dia 1 [Abertura]

 
 
 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Fogo e uvas-passas na festa de abertura

Esta quinta-feira, dia 2 de agosto, Santa Maria da Feira celebra o regresso à Idade Média com uma festa de ‘passagem de ano’. A partir das 22h00, as uvas-passas e o fogo anunciam a chegada do ‘ano da graça de 1185’. Uma festa onde não vai faltar a música, os brindes ao novo ano e a simbologia do branco. O resto fica por desvendar…
Não falte a esta festa. Acompanhe o espetáculo de abertura da Viagem Medieval, na Praça Nova, junto à Loja Oficial (Casa do Moinho). O acesso é livre.

Este lugar é do tempo, vamos vivê-lo juntos... ao longo de TODO o ano!